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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Homem que Caiu no Silo

Um homem trabalhava limpando o topo de imensos silos onde se armazenava carvão. Dia e noite os silos eram abastecidos, assim, o trabalho de limpeza era constante de modo que trabalhadores se revezavam em turnos.

Naquela época, não havia celulares nem rádios de comunicação. E então, talvez pelo cansaço do turno noturno, ou talvez por estar absorto em seu trabalho, o homem não percebeu uma tampa solta e caiu dentro do silo, engolido pela escuridão. Sentiu o corpo ser abraçado pelo carvão em pó e sabia que afundaria se não se levantasse logo. Apesar da dor da queda de cerca de quatro metros até o nível do carvão, aquele homem se levantou e começou a caminhar em círculos dentro do silo a fim de compactar o material e evitar afundar. A poeira gerada enquanto o silo era abastecido estava em toda parte e ele sabia que precisava ficar calmo se quisesse se manter vivo.

Rasgando um pedaço da roupa, fez uma máscara improvisada para o nariz e enxugou as lágrimas de desespero que insistiam em molhar seu rosto. O desespero tinha uma razão. Ele entendia que ninguém saberia em qual dos inúmeros silos de carvão ele estaria trabalhando e muito menos imaginaria que ele tivesse caído dentro de um deles. Sabia também que, uma hora ou outra, não aguentaria mais andar e acabaria sugado pelo carvão, morrendo sufocado. E ainda eram apenas duas da manhã.

No meio daquela situação, lembrou-se unicamente de Deus, a quem sempre procurara servir e seguir. Ali, na escuridão e no desespero, uma pergunta ecoou em sua mente: “Será que eu realmente cri em Deus a minha vida toda, ou tudo não passou de uma fantasia?”

A verdade era que ele realmente tinha crido em Deus. Ele sabia que, se Deus quisesse livrá-lo daquilo, o faria. Mas se sua hora tivesse chegado, também aceitaria. Afinal, tinha de fato entregue sua vida a Deus e aquele era o momento da verdade. De sua parte, continuaria andando em círculos naquele silo até conhecer seu destino final.

Assim, andou até ver os primeiros raios de sol ilumindo o interior do silo, expulsando a escuridão. Estava cansado, mas sentia-se disposto a continuar vivo. Ainda que a situação não lhe trouxesse esperança alguma, decidiu continuar.

E eis que, com o sol, veio também uma voz: “Lúcio, você está aí dentro?” Aquele homem reconheceu imediatamente aquela voz como sendo a de seu supervisor.

Então gritou: ”Sim, estou aqui!”. Logo apareceram as cordas que o tirariam de lá. Seu supervisor e outros membros da equipe se alegraram ao vê-lo saindo exausto, mas bem.

“Como me acharam?”, perguntou o homem. “Você sabe que jamais dormi em serviço”, iniciou o supervisor. “Mas nessa madrugada, pouco antes do sol raiar, cochilei por alguns segundos, tempo suficiente para sonhar que você havia caído exatamente nesse silo aqui. Não tive sossego enquanto não vim olhar. Não é uma grande coincidência?”

Um sorriso surgiu nos lábios daquele homem, o sorriso de quem sabia que não era coincidência alguma.

(baseado em um acontecimento real)

4 comentários:

Cleonice Luiza Moreira de Sá disse...

estas Cristocidências acontecem com aqueles que confiam no Grnde Deus!


QUE dEUS CONTINUE LHE ABENÇOANDO!

Alessandro disse...

Sim, Cleonice! Assim é o nosso Deus!

Obrigado por visitar esse espaço e que Deus continue lhe abençoando!

Gabriel Ramos disse...

belo texto alessandro, crer em Deus é acreditar no impossível mesmo!!!

Alessandro disse...

Acredito muito nisso, Gabriel.

Um abraço, amigo!