Muita gente hoje em dia tem falado sobre Deus. Muitos escrevem livros sobre Ele. Muitos criam filosofias, colocam palavras na boca de Deus, coisas que Deus talvez nunca diria. Outros falam mal dEle, sem ao menos dar a Ele a chance de se defender. Instituições são criadas em nome dEle e muitas coisas estranhas são praticadas como se aquilo fosse agradável a Deus.
Assim, muita gente boa se desiludi ou fica com raiva de Deus porque acreditou em conceitos que outros criaram a respeito desse mesmo Deus, conceitos errados, egoístas ou enganosos. E, mais uma vez, Deus é rotulado, sem ter chance a uma defesa.
Então quem é Deus de verdade? Como achá-lo? Como caminhar pela estrada correta do conhecimento de Deus?
A única coisa que sei é que Deus nos ama como indivíduos. E como indivíduos, somos diferentes. E Ele tem uma maneira particular de se revelar a cada um de nós para nos levar a uma única verdade concreta.
Independente de tudo aquilo que já falaram ou criaram a respeito de Deus, só existe uma entrada para o caminho de conhecê-lo: a Bíblia. É ali que está registrado tudo que Deus queria que soubessemos a respeito dEle.
Esse é o truque. Se quer conhecer a Deus de uma forma íntima e pessoal (de forma que ninguém mais vai te enganar com conceitos humanos), leia a Bíblia. Eu sei que ela parece complicada de entender mas sabe por que é assim? Porque ela não foi feita para ser lida segundo a sabedoria humana.
Antes de começar a ler, fale com Deus em seus pensamentos pedindo a Ele que te ajude a entender o que você for ler. E Ele o ajudará. Só assim é possível ler a Bíblia como ela deve ser lida. Mesmo que você nunca tenha falado com Deus, mas está interessado em conhecê-lo, fale com Ele e tenha certeza que Ele está te ouvindo. E se me permite uma sugestão, comece a Bíblia pelo livro de I João. Depois, II João e então, III João. Aí volte em Mateus e leia todo o resto do Novo Testamento.
Uma coisa eu posso garantir. Se você ler pedindo a Deus que te ajude a entender, você vai conhecer a Deus. Conhecer a Deus é o maior tesouro que um homem pode achar!
Boa caminhada!!!
Seja bem vindo! O Pinguim é o seu anfitrião!
Aqui você encontra aulas de música, crônicas do dia a dia e a tira Mondo Penguim. Utilize a seção "Marcadores" ao lado para ir direto ao que lhe interessa.
E fique à vontade! A casa é sua!
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Empatia
A empatia é uma qualidade rara, quase mitológica em um ser humano. Segundo o Dicionário Aurélio, a empatia é a tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.
Naturalmente não temos a capacidade de nos colocar no lugar do outro. Se o alguém sente dor, tendemos a desprezar essa dor simplesmente porque não estamos sentindo a mesma coisa, assim, duvidando de sua intensidade. Se alguém expressa uma limitação, tendemos a despreza-la só pelo fato de não termos a mesma limitação. Se alguém nos confessa uma fraqueza, nós a deixamos de lado só porque não experimentamos a mesma fraqueza.
É muito mais fácil vivermos dentro de nós mesmos do que entrar no mundo dos outros e experimentar as mesmas experiências amargas que estão a sofrer. No fundo, falta de empatia é falta de amor.
Jesus estava lá no seu céu, podendo desfrutar de todas as maravilhas que sua posição lhe proporcionava. Mas Ele queria tanto sentir o mesmo que nós que preferiu se fazer um de nós, sujeito às mesmas fraquezas e dores. Ele queria nos entender totalmente porque nos amava de forma completa e verdadeira, no sentido mais intenso possível. É um sentimento não natural a nós, seres humanos, e por isso sobrenatural, divino.
Sendo assim, quando praticamos a empatia, experimentamos um pouquinho daquilo que é sentir como Deus sente.
Naturalmente não temos a capacidade de nos colocar no lugar do outro. Se o alguém sente dor, tendemos a desprezar essa dor simplesmente porque não estamos sentindo a mesma coisa, assim, duvidando de sua intensidade. Se alguém expressa uma limitação, tendemos a despreza-la só pelo fato de não termos a mesma limitação. Se alguém nos confessa uma fraqueza, nós a deixamos de lado só porque não experimentamos a mesma fraqueza.
É muito mais fácil vivermos dentro de nós mesmos do que entrar no mundo dos outros e experimentar as mesmas experiências amargas que estão a sofrer. No fundo, falta de empatia é falta de amor.
Jesus estava lá no seu céu, podendo desfrutar de todas as maravilhas que sua posição lhe proporcionava. Mas Ele queria tanto sentir o mesmo que nós que preferiu se fazer um de nós, sujeito às mesmas fraquezas e dores. Ele queria nos entender totalmente porque nos amava de forma completa e verdadeira, no sentido mais intenso possível. É um sentimento não natural a nós, seres humanos, e por isso sobrenatural, divino.
Sendo assim, quando praticamos a empatia, experimentamos um pouquinho daquilo que é sentir como Deus sente.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mais um truque para a Rearmonização
Como já estudado aqui, cada tom possui seu conjunto de acordes. Os dois acordes mais importantes de um tom são o II e o V que levam ao I, que é o acorde principal do tom. Essa é a famosa seqüencia II – V – I.
Um dos truques interessantes para se rearmonizar uma canção é utilizar seqüencias II – V antes dos acordes que já estão na música. Na última “aula”, falamos sobre substituição de acordes com a mesma função harmônica. Isso, aliado a seqüencias II – V – I pode dar um “up” na sua música.
Vamos pegar como exemplo a música “Parabéns pra você” que, com certeza, todo mundo conhece. Tocaremos aqui no tom de Mi Maior. Harmonizada de forma simples, seria isso:

Rearmonizando com os métodos mencionados acima, poderia ficar assim:

Vamos entender o que eu fiz. Vamos relembrar os acordes do tom de Mi Maior e suas funções harmônicas:
E (I), G#m (III), C#m (VI) = Tônico
F#m (II), A (IV) = Subdominante
B (V), D#m(5b) (VII) = Dominante
Entre o primeiro E e o B, coloquei um C#m que tem a mesma função harmônica do E (função Tônica). Sendo assim, em termos de harmonia nada mudou.
Entre B e E, usamos um F#m e B que é o II – V do E.
Continuando, antes do A, usamos Bm e E que são II – V do A (sim, II – V no tom de Lá Maior). E, para finalizar, F#m e B que são II – V do E.
O pulo do gato aqui foi ter usado o II – V de Lá para chegar ao acorde A. Na verdade, você pode usar o II – V de qualquer acorde da música para chegar nele, enchendo a música de acordes. Só tome cuidado para não ficar muito poluído.
Sei que teoria pode parecer meio chata, a princípio. Mas, acreditem, é o conhecimento dela que vai diferenciar entre um músico limitado e um músico livre. Sim, porque o conhecimento harmônico te liberta para fazer coisas que, geralmente, você não faria só com seu ouvido.
Tentei fazer um vídeo de mim mesmo tocando essa música das duas maneiras mas minha câmera está com problemas. Ainda vou tentar fazer o vídeo e, se tudo der certo, posto ele depois.
Que Deus abençoe a todos e bons estudos!
Um dos truques interessantes para se rearmonizar uma canção é utilizar seqüencias II – V antes dos acordes que já estão na música. Na última “aula”, falamos sobre substituição de acordes com a mesma função harmônica. Isso, aliado a seqüencias II – V – I pode dar um “up” na sua música.
Vamos pegar como exemplo a música “Parabéns pra você” que, com certeza, todo mundo conhece. Tocaremos aqui no tom de Mi Maior. Harmonizada de forma simples, seria isso:
Rearmonizando com os métodos mencionados acima, poderia ficar assim:
Vamos entender o que eu fiz. Vamos relembrar os acordes do tom de Mi Maior e suas funções harmônicas:
E (I), G#m (III), C#m (VI) = Tônico
F#m (II), A (IV) = Subdominante
B (V), D#m(5b) (VII) = Dominante
Entre o primeiro E e o B, coloquei um C#m que tem a mesma função harmônica do E (função Tônica). Sendo assim, em termos de harmonia nada mudou.
Entre B e E, usamos um F#m e B que é o II – V do E.
Continuando, antes do A, usamos Bm e E que são II – V do A (sim, II – V no tom de Lá Maior). E, para finalizar, F#m e B que são II – V do E.
O pulo do gato aqui foi ter usado o II – V de Lá para chegar ao acorde A. Na verdade, você pode usar o II – V de qualquer acorde da música para chegar nele, enchendo a música de acordes. Só tome cuidado para não ficar muito poluído.
Sei que teoria pode parecer meio chata, a princípio. Mas, acreditem, é o conhecimento dela que vai diferenciar entre um músico limitado e um músico livre. Sim, porque o conhecimento harmônico te liberta para fazer coisas que, geralmente, você não faria só com seu ouvido.
Tentei fazer um vídeo de mim mesmo tocando essa música das duas maneiras mas minha câmera está com problemas. Ainda vou tentar fazer o vídeo e, se tudo der certo, posto ele depois.
Que Deus abençoe a todos e bons estudos!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Mondo Pinguim 14

Preparei essa tira ouvindo e delicioso CD "Love Knows" do Bretwood Jazz Quartet (que minha esposa carinhosamente me deu). Sei que a isso, aparentemente, não tem nada a ver com a tira mas a música sempre me ajuda e relaxar e deixar o cansaço mental de lado.
Ultimamente, por causa do trabalho, tenho estado sem tempo e inspiração, duas coisas essenciais para esse blog. Peço desculpas pela falta de atualizações nesse período e agradeço de coração a todos que escreveram perguntando.
Deus abençoe a todos!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Inexatidão
Meu amigo cometeu um erro. Ele não teve intenção, mas mesmo assim o fez, num momento de extrema ingenuidade. Seu erro teve consequencias que poderiam levá-lo a perder uma amizade e a confiança de seus superiores. Por conta de seu erro, foi humilhado. Sentiu-se mal, triste, massacrado, e, mesmo depois de tudo isso, ainda foi humilhado mais um pouquinho.
Não foi fácil para mim ver a situação se desenrolar. Isso porque sou amigo de todos os envolvidos. Mas, principalmente, não foi fácil ver a tristeza nos olhos desse amigo em especial. Não foi fácil não saber o que dizer para consola-lo, nem ter que lidar com o sentimento de impotência diante de tudo.
Mas agora que tudo se passou, é o momento de refletir:
1 - Fiquei admirado de ver meu amigo assumir tudo que fez sem inventar nenhuma desculpa ou historinha para tentar se justificar. Essa coragem não é para qualquer um.
2 - Percebi que ele aprendeu uma lição que pode lhe evitar problemas muito maiores no futuro. Isso não tem preço.
3 - Observei o poder da verdadeira sinceridade ao ver meu amigo pedir desculpas pelo mal que poderia ter causado a um dos envolvidos.
4 - Notei o poder da verdade no coração dos homens de bem quando entenderam que meu amigo não errou por maldade.
Errar faz parte do ser humano. Mas o maior erro que podemos cometer é não aprender com nossos próprios erros. O erro é uma oportunidade que Deus nos dá de aprendermos novos caminhos.
Não foi fácil para mim ver a situação se desenrolar. Isso porque sou amigo de todos os envolvidos. Mas, principalmente, não foi fácil ver a tristeza nos olhos desse amigo em especial. Não foi fácil não saber o que dizer para consola-lo, nem ter que lidar com o sentimento de impotência diante de tudo.
Mas agora que tudo se passou, é o momento de refletir:
1 - Fiquei admirado de ver meu amigo assumir tudo que fez sem inventar nenhuma desculpa ou historinha para tentar se justificar. Essa coragem não é para qualquer um.
2 - Percebi que ele aprendeu uma lição que pode lhe evitar problemas muito maiores no futuro. Isso não tem preço.
3 - Observei o poder da verdadeira sinceridade ao ver meu amigo pedir desculpas pelo mal que poderia ter causado a um dos envolvidos.
4 - Notei o poder da verdade no coração dos homens de bem quando entenderam que meu amigo não errou por maldade.
Errar faz parte do ser humano. Mas o maior erro que podemos cometer é não aprender com nossos próprios erros. O erro é uma oportunidade que Deus nos dá de aprendermos novos caminhos.
domingo, 13 de setembro de 2009
Primeiros Passos na Rearmonização

A rearmonização é uma das coisas mais legais que se pode fazer com música. Basicamente consiste em substiuir acordes de uma música criando uma forma diferente de tocar. Sabe aquela música que você toca a um tempão e não suporta mais tocar do mesmo jeito? Rearmonização nela!
Atenção: Dois importantes assuntos já abordados aqui e aqui são pré-requisitos para o bom entendimento dessa "aula".
Vamos raciocinar no tom de Sol Maior. Os acordes que pertencem a esse tom são:
G Am Bm C D Em F#m(5b)
O truque é o seguinte: Cada acorde que pertence ao tom tem uma função na harmonia da música e é daí que vem o nome Harmonia Funcional (que mete medo num monte de gente).
As funções podem ser 3: Tônico, Subdominante e Dominante.
Cada acorde está enquadrado em uma dessas funções. No caso do tom de Sol Maior, vai ficar assim:
- Tônico: G, Bm, Em (acordes I, III e VI)
- Subdominante: Am, C (acordes II e IV)
- Dominante: D, F#m(5b) (acordes V e VII)
Toda música tende a seguir a seguinte cadência nos acordes:
Tônico -> Subdominante -> Dominante -> Tônico
Isso quer dizer que quase todas as músicas que você toca tendem a começar num acorde tônico, passar por acordes subdominantes, passar por dominantes e terminar em um acorde tônico.
Um exemplo prático? O primeiro verso da música "Nosso Deus é Soberano" que todo mundo conhece.
.......G.........Bm.....
Nosso Deus é Soberano
......C....Am........................D
Ele reina antes da fundação do mundo.
Os acordes G e Bm são Tônicos, passando por C e Am que são Subdominantes, indo para D que é Dominante, para depois voltar no G que é Tônico.
Analise as músicas que você toca é observe isso. Acostume-se a analisar as harmonias das músicas pois isso vai te facilitar bastante, principalmente na rearmonização que é onde queremos chegar.
Sendo assim, a forma mais simples de rearmonizar é substituir ou acrescentar acordes que são da mesma função harmônica do acorde original.
Vamos brincar um pouco com a canção acima? Tente tocar assim:
.......G...Bm............Em
Nosso Deus é Soberano
......Am....C........................D........F#m(5b)
Ele reina antes da fundação do mundo.
Olhe o que eu fiz: Adiantei o tempo do Bm para colocar um Em no lugar que ele estava antes. "Em" pertence à mesma função do G e Bm (Tônico), por isso pude acrescentá-lo.
Depois, inverti a ordem do Am e do C. Posso fazer isso porque os dois têm a mesma função (Subdominante). Ao final, sem alterar o tempo o D, coloquei um F#m(5b) para entrar antes do próximo G.
Percebe o que é a rearmonização? Apenas acrescentando alguns acordes já deu uma movimentada na música. As possibilidades são infinitas. Experimente, por exemplo, só substituir ou suprimir alguns acordes, talvez tocando assim:
.......Em.........Bm.....
Nosso Deus é Soberano
......Am..............................D
Ele reina antes da fundação do mundo.
Desse jeito a música fica um pouco diferente e minimalista. Experimente outras substituições e observe o resultado.
Tudo entendido até aqui? Nunca fique com dúvidas. Utilize o espaço de comentários para perguntar à vontade. Semana que vem a gente vai conversar mais sobre esse importante e fascinate assunto.
Deus os abençoe e bons estudos!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Contra Senso
A cerca de 20 anos atrás podia-se reconhecer facilmente um cristão da seguinte forma: geralmente andava pelas ruas de terno e uma Bíblia debaixo do braço. Se era de mais idade, ninguém ligava muito, mas se era um rapaz novo, todo mundo olhava. E foi nessa época que eu vivi com meus dezessete, dezoito anos.
Fui apresentado a Deus em uma fazenda, numa lindíssima noite de outono. Sem a luz da cidade para atrapalhar, o céu parecia um emaranhado de diamantes espalhados sobre um pano preto. Era algo tão bonito de se ver que a pergunta que me veio foi: “Dá pra acreditar que Deus não existe?”
Não havia nada de sobrenatural, nenhum sinal tremendo, nenhuma montanha balançando. Ali, na simplicidade do campo, diante do mar de estrelas eu passei a acreditar em Deus.
Anos depois, carregado de humanidade e influências filosóficas diversas, subi no telhado da minha casa para observar o céu noturno. Olhando para aquele mesmo mar de estrelas que me inspirou a crer em Deus, eu disse: “Deus, se o senhor existe, quero ver um sinal.” Pobre incoerente, eu queria uma prova daquilo que já estava provado.
E o que aconteceu? Nada. Não houve sinal ou prova alguma. E, apesar daquele momento de tolice, continuei crendo em Deus.
Em contrapartida, durante a minha infância conheci um homem que certo dia pegou um revólver, subiu numa árvore bem alta e desafiou a Deus gritando: “Deus, se você existe, venha me enfrentar!”
Um vento violento soprou naquele lugar dobrando a árvore de uma forma tão incompreensível que aquele homem achou que ia morrer ali mesmo. Mas não morreu. Morreu anos depois com um tumor no cérebro e, pela vida que levava, pode-se deduzir que nunca acreditou em Deus.
Fazendo um paralelo entre as duas histórias, eu continuei a crer em Deus mesmo sem provas. Aquele homem, no entanto, continuou não crendo mesmo tendo provas.
Daí tira-se duas lições:
- Fé não é fé se precisa de provas.
- Aquele que não crê em Deus, não crê mesmo que tenha todas as provas do mundo.
Na prática, vive-se o seguinte paradoxo: quanto mais você se esforça para conhecer a Deus, mais você tem provas que Ele existe. E quanto mais você procura provas da existência de Deus, mais você se distancia de conhecer a Ele.

(clique para ampliar)
Fui apresentado a Deus em uma fazenda, numa lindíssima noite de outono. Sem a luz da cidade para atrapalhar, o céu parecia um emaranhado de diamantes espalhados sobre um pano preto. Era algo tão bonito de se ver que a pergunta que me veio foi: “Dá pra acreditar que Deus não existe?”
Não havia nada de sobrenatural, nenhum sinal tremendo, nenhuma montanha balançando. Ali, na simplicidade do campo, diante do mar de estrelas eu passei a acreditar em Deus.
Anos depois, carregado de humanidade e influências filosóficas diversas, subi no telhado da minha casa para observar o céu noturno. Olhando para aquele mesmo mar de estrelas que me inspirou a crer em Deus, eu disse: “Deus, se o senhor existe, quero ver um sinal.” Pobre incoerente, eu queria uma prova daquilo que já estava provado.
E o que aconteceu? Nada. Não houve sinal ou prova alguma. E, apesar daquele momento de tolice, continuei crendo em Deus.
Em contrapartida, durante a minha infância conheci um homem que certo dia pegou um revólver, subiu numa árvore bem alta e desafiou a Deus gritando: “Deus, se você existe, venha me enfrentar!”
Um vento violento soprou naquele lugar dobrando a árvore de uma forma tão incompreensível que aquele homem achou que ia morrer ali mesmo. Mas não morreu. Morreu anos depois com um tumor no cérebro e, pela vida que levava, pode-se deduzir que nunca acreditou em Deus.
Fazendo um paralelo entre as duas histórias, eu continuei a crer em Deus mesmo sem provas. Aquele homem, no entanto, continuou não crendo mesmo tendo provas.
Daí tira-se duas lições:
- Fé não é fé se precisa de provas.
- Aquele que não crê em Deus, não crê mesmo que tenha todas as provas do mundo.
Na prática, vive-se o seguinte paradoxo: quanto mais você se esforça para conhecer a Deus, mais você tem provas que Ele existe. E quanto mais você procura provas da existência de Deus, mais você se distancia de conhecer a Ele.

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